Palestra sobre autismo

Abril 23, 2009 – 2:27 pm

No dia 17 de fevereiro de 2009, aconteceu na Clínica Social a palestra da professora Maria Teresa de Melo Carvalho da UFMG. Ela descreveu as principais características do autismo, ou Síndrome de Kaner, citando as bases históricas das pesquisas sobre a doença, que, entre outras, inclui a hipótese etiológica de base biológica, ou seja, dificuldade orgânica de estabelecer contato afetivo normal. Segundo ela, o autismo se define em uma recusa de contato afetivo, um isolamento, ou ensimesmamento. Se caracteriza também por manifestar bastante precocemente, antes dos 2/3 anos de idade podendo variar em diferentes graus. A professora cita como outra causa importante para o autismo o fracasso da mãe-ambiente na estruturação da patologia, por exemplo, por depressão ou falta de investimento afetivo na criança. Outros sintomas ligados ao transtorno são: estereotipia de movimentos, ausência ou dificuldade de contato visual, auto-mutilação, defasagem na linguagem (grunhidos e sons guturais). Aponta como uma das formas de interação com o  autista a imitação, baseando-se em estudiosos da área.

A Psicanálise diante do Autismo:considerações históricas e clínicas

Abril 23, 2009 – 2:27 pm

     A partir da descrição do autismo por Leo Kanner, em 1940, a Psicanálise tem buscado responder aos desafios teórico-clínicos suscitados por essa síndrome.

     Em nossa apresentação, enfocamos, inicialmente, os marcos históricos do autismo infantil precoce, salientando tanto sua descrição clínica quanto as polêmicas em torno das hipóteses etiológicas. Em seguida, abordamos as principais contribuições da psicanálise ao tema do autismo indicando os trabalhos de M. Mahler, Frances Tustin, D. Winnicott, Rosine e Robert Lefort, entre outros.

    O caso Dick, trabalhado por Melanie Klein e interpretado posteriormente, como o primeiro caso de autismo relatado pela psicanálise, serviu-nos como porta de entrada para a discussão clínica psicanalítica do autismo.

    Apresentamos e discutimos a tese do “analista não intérprete”, proposta por M. I. Tafuri, a partir do caso “Maria” e de suas elaborações de forte inspiração Winnicottiana. Tal tese permite-nos relançar o problema dos transtornos precoces na constituição do psiquismo e considerar o papel dos envelopes sensoriais nessa constituição.

      Maria Teresa de Melo Carvalho

      Belo Horizonte, 17 de Fevereiro de 2009.

xv Forum Internacional de Psicanálise

Dezembro 26, 2008 – 3:40 pm

XV FORUM INTERNACIONAL DE PSICANÁLISE - Santiago do Chile, 14 a 18 de Outubro de 2008.           O trabalho de Freud foi revolucionário ao mostrar os laços da Psicanálise com a sociedade e a cultura, demonstrando que ela existe não só para descrever os fenômenos mas também para inaugurar a possibilidade de mudanças, pois sabemos que a Psicanálise não é neutra; ela toma partido do desejo e age na arena social como força promotora de transformações.           As Instituições e os psicanalistas se encontram profundamente envolvidos nos processos históricos, sociais, políticos e econômicos dos quais fazem parte, e acreditam que a diversidade dos pontos de vista provenientes de diferentes países representa  uma oportunidade para alargar e enriquecer suas práticas.         A Sociedad Chilena de Psicoanálysis (ICHPA) e a Latin American Federation of pychoanalytic psychotherapy and psychoanalysis (FLAPPSIP), são membros da International Federation of Psychoanalytic Societies (IFPS) e esta Sociedade promove a cada 2 anos um Fórum Internacional de Psicanálise. O XIII Fórum realizou-se em Belo Horizonte, MG-Brasil em 2004, o XIV Fórum aconteceu em Roma-Itália em 2006 e o XV ocorreu em Santiago do Chile entre 14 e 18 de Outubro de 2008.       O título do XV International Fórum of Psichoanalysis foi “Identity and Globalization” com um número maior de representantes da América Latina  (Argentina, Brasil, Chile, Peru, Uruguai, Venezuela e México), entre outros dos Estados Unidos da América do Norte e Europa ( Alemanha, Espanha, Finlândia, Lituânia, Grécia, Itália, Noruega e Suíça). Na sua abertura foi feito um convite a todos os participantes para reflexão e criação do conhecimento sobre estarmos vivendo numa sociedade cada dia mais globalizada, com impacto visível na subjetividade e na identidade dos indivíduos, e no aparecimento de novas patologias.           Estamos vivendo numa era caracterizada pela fragmentação das redes sociais e  pelo descrédito em projetos coletivos e encorajamento de projetos privados. Presenciamos o surgimento de um discurso dominante, totalitário, que aparece sem falha ou fratura, produzindo um sentimento de que qualquer tipo de ação coletiva é fútil, criando uma ilusão neurótica sem significado intrínseco; um discurso que maximiza as potencialidades do sujeito, um discurso vazio, dos padrões de estética, da felicidade, do sucesso. Estamos vivendo num mundo que propõe a coexistência de múltiplas subjetividades realinhadas e pulverizadas pelos do nosso tempo – cada um é seu próprio mestre e culpabilidade e disciplina parecem não ser mais valores.         Se por um lado isso, por outro vemos um contingente de indivíduos que ficam nas bordas dos efeitos civilizatórios da sociedade, e percebemos claramente o aparecimento de sintomatologias resultantes da exclusão e da ausência de fundamentação. Somos testemunhas das múltiplas alternativas buscadas para anestesiar a dor: drogadicção, uso excessivo de tranquilizantes, múltiplas ofertas da ilusão da auto ajuda, excesso de cirurgias plásticas, consumo compulsivo, distúrbios alimentares, entre outros, para satisfazer a subjetividade de cada um.       São realidades novas que vemos no nosso trabalho clínico de cada dia, que desafiam não só a psicanálise mas a todos nós psicólogos/psicoterapeutas, invocando-nos a questionar as diversas teorias e técnicas que utilizamos em nossa prática e a responder de maneira nova e criativa aos desafios apresentados por essas novas realidades. A busca atual é pelo eu ideal e não mais pelo ideal do eu – apreender a realidade com suas contradições é parte do conceito de identidade. Hoje em dia se privilegia o narcisismo, numa construção superegoica precária.         Entretanto, as mudanças na sociedade são mais rápidas que as mudanças na estrutura, e a adaptação do homem a esses campos é muito mais lenta, provocando em nós uma preocupação com a inserção da psicanálise na atualidade. Inúmeras experiências semelhantes à nossa Clínica Social de Psicoterapia mostram que é possível trabalhar em situações não estandartizadas, como o Sistema Único de Saúde, centros de saúde, projetos comunitários, ambulatórios, entre outras.           A psicanálise está sempre na contramão de tudo que tem a ver com opressão; a psicanálise transgride a normatização engendrada pela globalização, pois o seu foco é a subjetividade do sujeito – algo do particular. Seu projeto é fazer advir o sujeito e o desejo, fazer advir um saber não sabido ao analisando. “A psicanálise é para qualquer um, mas não é para um  qualquer”.       Finalmente, devemos nos lembrar que Psicanálise não é uma profissão, e sim, que se pode formar psicanalistas de várias profissões. A psicanálise é uma posição à qual ascendemos em algum momento da nossa prática. Maria Sônia Martins - Membro diretor e terapeuta da Clínica Social de Psicoterapia. 

Palestra sobre Psicodiagnóstico

Novembro 5, 2008 – 4:55 pm

No dia 4 de novembro de 2008 a dra Jacqueline Pitchon, ministrou uma palestra para os participantes da Clínica Social Psicodiagnóstico Infantil  Objetivo: Entender os conflitos da criança localizando suas causas, o que possibilita definir objetivos para o tratamento e os métodos a serem utilizados. Etapas Como  faço?1-Anamnese com o pai e mãe2-Hora de jogo mais desenho livre3-Avaliar processos intelectuais(matrizes progressivas coloridas –J.C. Raven)4-Investigar indicadores de comprometimento neurológico (teste gestaltico viso-motor-bender)5-Investigar atenção, memória e raciocínio lógico em caso de suspeita de déficit de atenção. (Tedif 1-2-3-  Emílio Carlos Tonglet)6-Avaliar característica de personalidade e dificuldades emocionais-H.T.P ( casa- árvore- pessoa)John N. Buck-Desenho da figura humana Machover-Desenho da famíliaJ. Maria Lluis-Cat-a ( teste de a percepção temática para crianças- animal)Henry A. MurrayObservações: Apesar de não recomendado pelo CFP, minha prática clínica aponta sua riqueza como instrumento complementar de avaliação da personalidade infantil.7-Entrevista devolutiva para pai e mãe8- Entrevista devolutiva para a criança   Caso Clínico (Hugo)  - 8 anos-Queixa inicial: Enurese Noturna-Conduta diagnóstica 1-Entrevista com os pais2-Hora de jogo mais desenho livre3-Testes: Raven infantil+ Desenho da família4-Teste: Cat-a5-Testes: tedif 1-2-3 +bender6-Entrevista devolutiva para os pais7-Entrevista devolutiva para Hugo  Dados da Anamnese  -Hugo nunca controlou a urina á noite-Tem imaginação fértil: mente muito-Muito lento para executar tarefas-Baixo rendimento escolar-Irmão (10 anos) muito inteligente-Pais têm vida profissional intensa-Pai teve enurese noturna até 7 anos-Hugo é muito “bonzinho” Resultados  -Intelectualmente superior grau 1-Déficit moderado de atenção-Indícios de possibilidade de comprometimento neurológico (posteriormente confirmado por neurologista)-Inibição afetiva-Tendências depressivas-Baixa auto-estima-Dificuldade para lidar com a realidade-Agressividade latente-Insegurança/conflito edípico/não resolvido-Atitude defensiva diante da realidade causada pela percepção do ambiente como hostil  Conclusão Diagnóstica  -O excesso de exigência sobre Hugo provoca sentimentos de raiva além de causar baixa auto-estima e sinais de depressão.-Apesar da inteligência superior, demonstra reatividade psicomotora diminuída causada pela reação depressiva somada ao desenvolvimento neurológico lento.  Indicações   -Ludoterapia para Hugo com sessões semanais -Acompanhamento dos pais com sessões quinzenais -Avaliação do neurologista   Por: Jacqueline Pitchon    

Prospecto Seleção de Novos Terapeutas

Julho 25, 2008 – 5:00 pm

A CLÍNICA SOCIAL DE PSICOTERAPIA, FUNDADA EM 31/08/85, É UMA ENTIDADE QUE OBJETIVA PRESTAR ATENDIMENTO TERAPÊUTICO A PESSOAS QUE NÃO PODEM ARCAR FINANCEIRAMENTE COM UM TRATAMENTO PARTICULAR.                                                                                                                                            OFERECE FORMAÇÃO A PSICÓLOGOS QUE PARTICIPAM DE REUNIÕES CLÍNICAS, GRUPOS DE ESTUDO, SUPERVISÕES, PALESTRAS E ATENDIMENTO PSICOTERÁPICO.                                                                                                                                         ESTÃO ABERTAS INSCRIÇÕES PARA TERAPEUTAS QUE DESEJAM SISTEMATIZAR SUA FORMAÇÃO E PRÁTICA DE ATENDIMENTO.

PRÉ – REQUISITOS

SER FORMADO EM PSICOLOGIA OU MEDICINA                                                            SER INSCRITO EM CONSELHO                                                                                         ESTAR EM TERAPIA

A CLÍNICA OFERECE 

SALAS PARA ATENDIMENTO
REUNIÕES PARA DISCUSSÃO E ENCAMINHAMENTO DOS CASOS CLÍNICOS

OS TERAPEUTAS

PRESTAM ATENDIMENTO A PESSOAS CARENTES                                         PARTICIPAM DA COTIZAÇÃO DAS DESPESAS DA CLÍNICA                                              FAZEM SUPERVISÃO CLÍNICA COM OS COORDENADORES DA ENTIDADE                                                                                                                 PARTICIPAM DOS GRUPOS TEÓRICOS E DE CASOS CLÍNICOS.
COORDENAÇÃO

ClaudiaRegina Soares Baumfeld C
RP04/5588                                                                                                                                                Janaína Silva Queiroz CRP 04/13741
Luiz Afonso Baumfeld CRM 13942
Maria Sonia Martins CRP 04/19774
Vanessa Gama Pozzato CRP04/ 14681 

INSCRIÇÕES

Av. ÁLVARES CABRAL, 1134 – LOURDES BH
FONE: 32914527
EMAIL: clinicasocialdepsicoterapiaia@yahoo.com.br
SITE: www.clinicasocial.com.br

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Mais lembranças de Beth Clark

Maio 24, 2008 – 11:59 am

Caros colegas

Estive em Macacos, num restaurante chamado Jerimum, e após vi em seu site que eles estavam promovendo uma homenagem à memória de Beth Clark. Entrei em contato com o promotor do evento, conforme parte final da página e recebi resposta deste. Estou lhes encaminhando esta mensagem pois sei que foram amigos de Beth e isso pode lhes interessar.

Um abraço a todos

Abel
 

Abel,

 fico feliz que a Beth também tenha feito parte de sua vida, pois Beth é parte do Jerimum também. Volta e meia ela aparece por meio “da sincronicidade”

nas lembranças de alguêm aqui.

Veja o mail do aniversário de morte dela que enviei 

e um texto lindo que o marido dela escreveu sobre a própria.

Um abraço,

rommel

beth_2.jpg

“Fique atento ao diabo louro que mora na soleira da sua moleira”

Beth Clark

Salve o casal Beth Clark!

Entre 1998 e 2002 Beth Clark, e seu grande companheiro Geraldo Magnani,

vieram ao Jerimum praticamente todos os sábados, e quase todos os domingos.

Chegavam sempre por volta das 5 horas da tarde do sábado “invadindo”

o Jerimum com uma energia inconfundível…

 

Na verdade, por onde passavam,

 fosse a bordo do seu calhambeque a caminho do Jerimum

ou fosse na piscina do Makenzie desfilando com seus panos coloridos,

 o casal, bem ao estilo de Frida Kahlo e Diego Rivera, chamava atenção.

 

Ao longo desses anos, a dupla fez uma legião de fãs e

sua energia positiva de cores fortes e perfume de amoras

é sempre sentida aqui no Jerimum.

 

Dia 15 de abril farão 6 anos do falecimento da Beth

e, em homenagem e ela e ao Magnani, faremos 

 neste sábado, dia 12, um chá gratuito

no tradicional horário Beth Clark (às 17:00). 

(favor ligar para confirmar presença - 3547 73 65)

 

Dois pés de murta perfumavam o jardim de nossa casa.  A murta é uma árvore de pequeno porte, de folhas verde-escuras.  Floresce muitas vezes no ano.  Suas flores alvas se exibem em pequenos buquês esplendidamente delicados e olentes, sobretudo à noite.  Até mesmo suas folhas exalam perfume.  Sua floração é rápida.  Em dois ou três dias milhares de pétalas alvas e perfumadas tapeteiam inimitavelmente o corredor que conecta o  portão de entrada com o fundo do lote. Sempre considerei este tapete muito simbólico.  Quando Beth saía pelo quintal, necessariamente passava sob os pés de murta.  Caminhava como uma princesa sobre aqueles tapetes mágicos que a natureza lhe preparava.   Gosto ainda da floração da murta.  Nos deliciosos tempos de Beth entre nós, gostava muito de  anunciar a ela, pela manhã, logo que despertava:  -Princesa, querida, as murtas aproveitaram o silêncio da noite para estenderem tapetes para sua passagem!   E era exatamente o que eu sentia.  Amava ver sua figura linda e luminosa desfilando sobre aquele encantador piso cujo aroma, espalhando-se por toda casa, alcançava a rua e inebriava  os passantes.

  (”Tapete Perfumado” escrito pelo amigo Geraldo Magnani para sua esposa Beth Clark)

Olá Rommel

 Já nos conhecemos pessoalmente pois estive há três semanas atrás, num sábado à tarde em que eu, Adriana e você batemos um papo lá pras 5 da tarde. Me chamou atenção sobre uma homenagem que você faz à memória de Beth Clark (isto é, se referimos a mesma pessoa - filha de Lygia Clark). Gostaria de maiores informações sobre o motivo da homenagem pois trabalho na Clinica Social de Psicoterapia, cuja fundadora foi a Beth Clark e lá ela fez muitos amigos.

Um abraço


Beth Clark

Maio 7, 2008 – 12:18 pm

   Beth Clark 

Se sua cozinheira

começa a fazer macumba para a sua felicidade conjugal, é hora de questionar a relação. Se os passarinhos da casa começam a morrer e as plantas a secar, é hora de questionar o astral. Se você começa a ter escolioses, cifoses, lordoses, bicos de papagaio, alergias e melancolia,é hora de questionar a relação. E há, também, o momento em que o outro começa a lhe dar cólicas intestinais. E, caso tenha optado pela separação,escolha o sábado.    No sábado separa-se e chora-se. No domingo vive-se a perplexidade. Na segunda, retoma-se a vida normal. Também é bom ter um sal de frutas para o amanhecer. A ressaca amorosa é a pior delas. Tenha também, à mão, vários rolos de papel higiênico. São ótimos para assoar o nariz. Para se separar lembre-se somente dos maus momentos, normalmente os mais recentes. E se tiver de separar várias vezes não se assuste:Na primeira você grita, na segunda, chora. A partir da terceira você geme. A dor educa. A partir da terceira você terá a elegância de um inglês. E, se tiver de sofrer, aproveite e faça poemas.                    

                                             

MULHER, 

Teu corpo é pleno de oceanos

infinitos, ferozes e sombrios

que atendem

sob o nome de prazer.

Fêmea pulsante,

lua frêmita sedenta de sol,

mergulha em teus vulcões,

cuspa-te em lavas coloridas:

vermelhas, roxas, alaranjadas,

que se listam, orvalhando o mar

pintado de cavalos-marinhos azuis

e estrelas retas

em cristal de prata.   

Beth Clark

 

Jornal em Foco

Maio 6, 2008 – 9:44 am

“Em Foco”

Editorial

Fazer um jornal é uma idéia que nos acompanha desde sempre. Por que agora? Talvez por que estamos alcançando a maioridade. Não sei se tudo isto será um “Jornal” ou simplesmente uma forma de comunicação entre todos nós da clínica. Talvez tenhamos a pretensão de mostrar à comunidade quem somos, os nossos objetivos, nossa filosofia, nossa forma de trabalhar.

Com “Em Foco” muita gente poderá descobrir que pode fazer uma psicoterapia, seja qual for sua renda.

Com este “enfoque”, muitos profissionais poderão descobrir que têm uma clínica onde podem investir para adquirir mais conhecimentos, onde encontrarão um número constante de novos clientes, onde terão grupos de estudos, supervisões, palestras, reuniões clínicas. São 20 anos ininterruptos de funcionamento da Clínica Social.

“Em foco” também mostrará trabalhos elaborados por nossos terapeutas e diretores, mostrará que a clínica Social de Psicoterapia é um lugar de atendimento psicoterápico, é um lugar de aprender psicologia e psicoterapia, e principalmente um espaço de interação humana, que abre suas portas para toda a comunidade que queira ou precise de nossos serviços.

Não é uma tarefa fácil, mas muito gratificante. Compilar textos, autores, idéias, informações não é fácil para quem começa, mas temos a certeza que “todo trabalho dá frutos e todo fruto dá trabalho”.

Leia o artigo completo

Homenagem a Beth Clark

Maio 6, 2008 – 9:39 am

Foto

Com esta foto e este poema da Beth estamos homenageando carinhosamente a idealizadora e fundadora desta Clínica.

Cavaleiro,

 

volta das cruzadas!

 

Chega de morte,

 

chega de guerra!

 

Guarda tua espada:

 

Embainha-a

 

e acaricia a mulher

 

que te espera!

 

Beth Clark

Transtornos alimentares

Maio 6, 2008 – 9:37 am

Quando a atitude vinculada ao peso, à forma corporal e sobretudo à comida se transforma no regente da vida de uma pessoa, estamos diante de um transtorno alimentar.Quando tal atitude se traduz por episódios recorrentes de ataques incontroláveis à comida, seguidos de comportamentos compensatórios inadequados cuja meta é prevenir o peso, estamos frente à bulimia nervosa.

O ideal de beleza que a cultura ocidental propõe nas últimas décadas é marcado pela priorização do corpo  por uma silhueta magra. A busca desse ideal se tornou imperativa em nossa sociedade e pode constituir uma das forças de influencia e perpetuação dos transtornos alimentares.

As mulheres jovens revelam-se mais vulneráveis à sintomatologia bulímica e acabam se tornando prisioneiras de um paradoxal ciclo que envolve a compulsão alimentar periódica seguida de vômito, com uma angústia e culpa quase insuportáveis.

A compreensão do transtorno alimentar, por meio de uma psicoterapia pode possibilitar uma elaboração psíquica e a constituição de uma via de acesso ao mundo interno do paciente com a meta de prepará-lo para enfrentar o desconhecido, as frustrações e as renúncias inerentes ao viver.

 

Por Vânia Maciel – Psicóloga - Psicanalista